
O Operário Atlético Clube veio a público repudiar as agressões registradas durante a assembleia eleitoral da Liga Esportiva Douradense de Amadores (LEDA) e afirmou que não reconhece a vitória atribuída a Joaquim Soares no processo eleitoral da entidade.
A posição também é acompanhada pela comissão, que não reconhece o resultado divulgado e aguarda a conclusão formal da ata para definir os próximos encaminhamentos.
Em manifestação assinada pelo presidente Giovanni Jolando Marques, o Operário declarou que não compactua com qualquer ato de violência e reforçou que nenhum de seus dirigentes teve participação direta ou indireta no episódio ocorrido durante a assembleia.
Segundo o OAC, o clube sempre defendeu o cumprimento rigoroso do estatuto da LEDA e cobrou transparência nas ações da comissão eleitoral, especialmente quanto à documentação exigida das entidades aptas a votar.
De acordo com o clube, deveriam ser apresentados documentos como ata de eleição e posse vigente da diretoria, documento de identificação do presidente ou procuração válida do representante legal. O Operário afirma que, em algumas situações, essa exigência não teria sido observada pela mesa eleitoral, o que causou questionamentos entre os presentes.
Sobre as agressões, o Operário informou que o episódio teria ocorrido entre um apoiador de uma das chapas e um torcedor identificado com a camisa do Ubiratan. O clube destacou que imagens foram registradas, testemunhas acompanharam os fatos e a força policial esteve presente para conter os ânimos.
Além de repudiar a violência, o Operário e a comissão questionam a forma como a suposta vitória de Joaquim Soares passou a ser divulgada.
Segundo relatos de participantes presentes na assembleia, a reunião teria sido encerrada sem proclamação formal do resultado perante os clubes e representantes que acompanhavam o processo.
Diante disso, tanto o Operário quanto a comissão sustentam que não reconhecem a vitória atribuída a Joaquim Soares até que a documentação oficial seja apresentada de forma clara, especialmente a ata que será levada ao cartório.
Para os envolvidos, a questão central não é apenas quem foi declarado vencedor, mas quando, onde, por quem e em qual documento o resultado teria sido oficialmente proclamado.
Entre os questionamentos levantados estão se o resultado consta na mesma ata assinada pelos participantes da assembleia ou se teria sido produzido posteriormente em documento distinto.
A expectativa agora é pela apresentação da ata oficial, que deverá registrar a sequência dos acontecimentos, o procedimento de apuração, o encerramento da assembleia e eventual proclamação formal do resultado.
O Operário afirma que aguardará a conclusão e apresentação da documentação para avaliar as medidas cabíveis. A comissão também acompanha o caso e reforça que a transparência documental será fundamental para garantir a legitimidade do processo eleitoral e preservar o futuro institucional da LEDA.